sábado, 9 de janeiro de 2016


A Virtualização das Relações Sociais
 

A internet é um mundo em construção e que veio para ficar. Ultrapassou barreiras físicas e sociais, fazendo com que o modo de comunicar fosse alterado e se desenvolvesse.

O Ser Humano é um ser social, precisa de viver em sociedade para sobreviver e, por isso mesmo, a internet veio ajuda-lo. A utilização das redes sociais, por exemplo, ajudou o Homem a comunicar mais e melhor. Este factor fez com que nós nos tornassemos cada vez mais dependentes do mundo digital.

A sociedade em rede permitiu, não só, a melhoria das comunicações, mas também, a possibilidade do Homem se despir de preconceitos e comunicar sem se preocupar com aparências ou extratos sociais. Podendo, deste modo, criar o seu próprio “eu” virtual, com todas as carateristicas definidas como perfeitas pela nossa sociedade.

O facto de não existir interação direta entre indivíduos, não existindo trocas de olhares, expressões faciais ou liguagem corporal, devido à possibilidade de se poder responder passando algum tempo, fez com que os utilizadores pudessem repensar nas respostas dadas, tirando a espontaneidade associada ao mundo real.

Atualmente, vemos crianças pequenas a manusear instrumentos tecnológicos como se fosse parte do seu próprio corpo. Vivem dependentes da internet, dos jogos, do que é virtual. Tornámos a nova geração impaciente, fazendo com que tudo seja passageiro e rápido.

Não considero que o mundo digital seja desagradável, muito pelo contrário, é bastante útil quando bem utilizado, deve existir um equilibrio entre o real e o virtual. O perfil já referido que cada um de nós cria neste mundo pode ser falso, é certo, mas também pode ser uma extensão do nosso dia a dia e por isso, neste sentido, a rede é utilizada de uma forma inteligente e sensata.

Para uma boa utilização, devemos encarar a internet como uma extensão do nosso quotidiano, tendo bem definido o nosso papel na sociedade e em cada meio onde nós pertencemos. Por exemplo, no mundo profissional eu opto por uma postura formal, neste sentido utilizo como ferramentas o outlook e o linkedin, por exemplo, já na minha vida pessoal, tanto com amigos como com familiares, eu opto por uma postura informal, utilizando como ferramentas o facebook, o skype ou o youtube.

Não só as redes sociais são um complemento do mundo real, como também alguns recursos educacionais abertos, como a wikipédia ou o slideshare. Por exemplo, quando pretendemos procurar uma informação para fazer um trabalho da universidade ou quando pretendemos fazer uma receita, procuramos sempre livros de autores conhecidos, entendidos e conceituados por nos sentirmos mais seguros. Também na internet, quando fazemos uma pesquisa, procuramos sempre obter a melhor e mais correta informação.

A internet chegou assim, a todos as pessoas, contudo problemas como a veracidade dos factos surgiram, fazendo com que os utilizadores tenham de ter mais cuidado com a informação selecionada.

Outro risco que está associado ao mundo digital é o plágio. Com a facilidade com que a informação entra e sai do nosso ecrã, é tentador, mas não correto, copiar a mesma assumindo-a como sua.

Neste sentido, cabe ao indivíduo, quer esteja no papel de autor ou no papel de aprendiz, utilizar a interner de uma forma consciente e transparente, tendo cuidado com a informação que seleciona, sendo critico quanto à sua veracidade e justo quanto à sua partilha.
 
Bibliografia
 
Teixeira; A.M.; Ferreira, M.L.R.; Ensinar e Aprender Filosofia no Mundo Digital Recurso
 
 

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